Viagem no sempre
Um rosto, olhos marejados,
Lágrimas que escorrem pela face.
Não sabe o viajor o que revelam.
Revelam a saudade dolorida,
D’uma perda que se não pensava
E apanha no passar da vida e dá-se
Como caminhada interrompida
O que eterno se passava.
É preciso, viajor, olhar o próprio mar
E seguir os dias já navegados
Por novos que se desvelam ao navegar.